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Entrevista concedida ao jornalista Marcelo Pereira editor do Caderno C, jornal do commercio, em 3 de outubro de 2009

Por que você optou pela literatura infanto-juvenil?

R- Isso faz muitos anos. Fiz motivado pelo pessoal da então Edições Pirata. Aproveitei umas histórias que contava para acalentar meus filhos. Deu certo. As primeiras publicações foram bem aceitas nas escolas, o que me estimulou a seguir esse caminho.

É difícil encontrar um tom narrativo para este público?

R – Cabe ao autor entrar no universo deste público. Linguagem direta, parágrafos curtos e o texto marcado pela predominância dos cenários, fundamental para estimular a imaginação do leitor.

Tem que haver muita autocensura na escolha dos assuntos? Por exemplo, sexo, drogas e violência.

R- Esses temas são parte da realidade, não podem ser omitidos. Aqui o importante é a sutileza narrativa. Um texto bem conduzido, com estímulo ao imaginário, contorna o problema. O autor não diz, por exemplo, que o personagem fuma maconha, mas pode criar uma cena onde o cigarro passa de um por um entre jovens de um determinado grupo.

Como abordar estes assuntos sem ser paternal ou professoral? A maioria dos livros de autores que escrevem para esta faixa são muitos dicotômicos: é o certo x o errado, o bem x o mal. Como fugir disso diante da complexidade da vida, onde as escolhas não são tão fáceis?

R - Mais uma vez a habilidade é fundamental para fugir da camisa de força do maniqueísmo. O autor não afirma, sugere. A conclusão cabe ao leitor. Quando é preciso, tais valores são repassados sutilmente em meio à trama, entende? Literatura infanto-juvenil não é norma de procedimentos.

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